Nossa barca elevada nas brumas imóveis navega em direção ao porto da miséria, a cidade enorme de céu sujo de fogo e lodo.

Quando iremos, enfim, para além das praias e das montanhas saudar o nascimento do trabalho novo, da sabedoria nova, a fuga dos tiranos e dos demônios, o desaparecimento da superstição; quando iremos adorar - os primeiros! - a Natividade sobre a terra? O canto dos céus, a marcha dos povos!
Escravos, não amaldiçoemos a vida.

Arthur Rimbaud



DOWNLOAD: LACK OF AFRO - PRESS ON - 2007
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3 Comments:

At 10 de julho de 2008 às 18:54, Anonymous Anônimo said...

Parabéns pelo trabalho e pela dedicação.

Abraço,
Bruna Fialla

 
At 10 de julho de 2008 às 19:55, Anonymous Anônimo said...

"trabalho".

irônico, não?

 
At 11 de julho de 2008 às 08:17, Blogger Fiume420 said...

Obrigado, Bruna.
Por favor continue visitando.



Também me fez pensar, Ricardo. Apesar da carga etimológica negativa da palavra, acho sensato pensar um novo trabalho, em tudo diferente daquilo que conhecemos, realizado numa estrutura inteligente e priorizando as pessoas, sem exploração, sem excedentes desnecessários, com suficientes DIAS para o desenvolvimento cultural e humano, para o convívio com família e amigos, para o bem estar físico. O mal estar que acomete a quase todos os trabalhadores é um problema político. Isso sem abrir o leque e pensar no trabalho artístico, trabalho espiritual, trabalhos de macumba.... enfim, que surja um novo trabalho, livre do sangue que impregna por completo este que conhecemos.

 

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